domingo, 10 de maio de 2009

justa

Atrás amigo do finito que nos guarda!
Pensei tanta vezes e agora sei que refez!
Passarão pela porta estreita?
Eu me esticava pros abraços!
De mim mesmo nada restou!
A certeza do aqui vendo!
As vezes que pintou seus cabelos !
Escrever este desterro mais febril!
Mais próximo pra andar nas vigas de uma sede !
Afastado, corro, pra logo suar minha existência!
O trecho descompassado do meu nervo que estanca.
As horas, neste tempo sem fim.
Superlativo que descrevo.
Escambo a inutilidade do ser!
O reflexo do castigado compromisso ideal.
Viver a possibilidade que soa inadmissível.
Caracterizar uma justa liberdade!
Palavras fora da presa que consome!
Invariável o não ser, e ter nas mãos seu corpo.
E é isso: os dentes do destino.
Sonho cravado nas ventas.
Onde a respiração dos lobos diz agressividade.
Nas as águas do mundo!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

partido



Tudo deve estar deserto e morto mais possui coragem.
Guerreira que corta a garganta de um desavisado.
Quando briguei pra amar e explorava o absoluto.
Não existir palavras num moderno registro do momento.
Durante muito tempo no leito percebi estar o meio do caminho.
Nas regras em que andei meu quadro foi de eplepsia.
É assim que se escreve o acertei em cheio na poesia errada.
Assassino a mim mesmo em toda orla da página.
Pela dor de não existir amor , só longe de todos.
No quarto a escrita do absurdo adiante!
Quero estar entre os mitos sem transformação.
Pra ti que caminha com meu coração partido nas mãos.
A ponta do salto fincado lá, bandido armado.
Exalo o sorriso, cultivando a tarefa anacrônica.
Os estúdios e a grandeza das forças mundanas!
Conseguir ouvir o falar!
Usaria a sentença dos humanos em aplacar a conduta!
Lindos Cisnes, as garças colhem seus peixes, arte reflexo.
Em dois levaremos os sinais abrindo para os efêmeros.
Abençoados por esta parábola da divina morte !
Que rezo os sacrifícios , rendo peles na lembrança de uma bailarina.
Pensado assim, escrevi o passado.
Agora posso seguir mais uma vez.

domingo, 29 de março de 2009

lágrimas

Lágrimas juntam-se nos olhos!
Acredito tocar nú o seu infinito!
Sou mais disposto ao vento.
As palavras rolam soltas no teu corpo.
Não gritei minha dor nem o que é meu passado!
Minhas víceras colavam nas suas.
Sentimento que têm cheiro de sexo !
Este suspiro eu nunca tive!
Me despojar diante de ti.
Ergo pra tú a taça e o desejo!
Não existe, pensar nas consequências, não existe.
Não sou poeta se não sei falar de ti!!!
Não sou, se não te dou o manual de mim.
Do medo restaram os que não se realizaram!
Somos inatingíveis nesta temperatura!
Solar, meu Deus vai iluminar você em mim.
Não há despedidas nem partidas.
Tua voz na madrugada ressoando.
Vai atravessa o oceano e as terras
Mais estravassa seu corpo aqui na minha mão!
Os pneus cantam o coração partido!
Suas lágrimas rolam, saiba o que mudou em mim.
A lua cheia por entres as pedras da Guanabara!
Larga porção de terra construída pra te possuir!!

domingo, 22 de março de 2009

piloto

Sua mão têm a leitura dos anos que percorri.
Deus fez o acaso pra te trazer a mim.
Me tornei piloto de um coração entre pedras.
No Rio que corre dentro de mim frente ao que diziam ser amor.
Máquina gigante a cruzar os mapas.
Existirá afeto nas minhas palavras?
Essa pedra Opala que grita feito velocidade.
Afogado na gasolina em combustão.
O motor esquenta!
Os pneus comem os anos da solidão!
Esse lubrificante poderoso percorrendo minhas veias.
Esse mundo, essa máquina, esta estrada tem uma reta infinita.
A vantagem de estar morto é que você não pode morrer mais!
O ponteiro, dá o número da colisão.
Batemos com tudo amor!

sábado, 14 de março de 2009

soma

Por tudo que não ecoa mais.
A parábola em torno do que não sentiu.
Meu abstrato te torna mais evidente!
Um vaso rachado irriga flores no caminho!
As lágrimas no rosto congelaram a dor no meu país!
Os que atingi, o coração dilacerou!
Nenhum valor faz da soma de tudo um axioma!
À vocês que entoam a canção do novo mundo.
As fotografias antigas envelhecem morrendo em milagre.
Morrer diante da atroz divida humana do povo daqui!
Amo a maior metáfora aos acontecimentos!
As tatuagens a serem feitas, no corpo já internamente disforme.
Mutação no peito estanca nos braços de um desconhecido!!!!
Inspiração maior quão mais forte a distância!
Agora a fé transcende sentidos!
O mar pra rezar o amor.
Os passos se vão a perder de vista.
A faixa onde se encontra o destino pode escrever nós dois.
Cravada no peito esta a adaga da esperança.

domingo, 8 de março de 2009

barra

A barra do destino de volta!
Sonhei pedindo que me tirasse o pesadelo.
Clamei por um "poema da violência".
No estado de desordem descobri uma lua a caminho.
Longe de tudo trilhar a revanche!
Os traços da conciência faz abrir os olhos!
O arquiteto do destino não seguiu seu projeto.
Esgueirar pela sombra não apto as expectativas.
Vivo pra matar e morro pra viver.
Os palácios dentro de tú pra habitar.
Sorri a esmo pro nada feito idiota!
Contradição da alquimia constitui a origem.
Beijar em silêncio de pensamentos.
O amor que não está nas palavras.
Soma tudo e leva pra sua nova casa.
Estarei com minha alma reconstruindo a vida!
Os punhos pra quebrar os muros da compreensão!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

foge

Então olha!
Dos ventos a distância do mundo!
Viver num país gigante é ter passos largos.
Casa de minas e as águas de netuno.
Uma mente esquadrinha lugares.
O vermelho em que escrevia disabor, ele sumiu!
Dando risadas mesmo no torpor do indolente.
Não sou mais uma exceção e nem fujo a regra.
Limítrofe que amo, o cigarro veio depois!
Psicologia de uma cor de jambo!
Faz berrar pro nada no seu ouvido!
Escuta atroz que desejei.
Fiel em distâncias.
Desdêmona ouvirá as conquistas!
Rio trêmulo!
Suave canta ela pra acordar.
O nome assim, doce e sorrindo!
No fim do arco -íris no meio de uma cidade populosa!
Foge.