domingo, 30 de maio de 2010

lunar

Lunar é a sua companhia que me abre as portas pro amanhã.
Caminhei até! E agora sou sim teu amante!
A noite em que te persegui encontrei a mim em você.
Suspiro aliviado e eu vou pelo vento.
Então! Descobri a mágica de atirar no infinito.
Mais não vejo o tiro voltar acertando meu preço pela bala!
A vida que segue na trilha do mais dificil eu contemplo.
Ouso provocar o improviso pra ver se está mesmo no seu lugar.
As vezes a sua luz me foi dispersa, agora é a imensidão. É a sua aura.
Olho o seu anel e as coroas, e as cores que trazem no seu arco.
A íris dos meus olhos sem as respostas.
Correr e pular leva horas por isso gamo em seu tempo.
Com você vejo loiros cabelos fogueando a manhã!
Procuro um véu, um momento, mas fizeram ocultar-te!
Lembrei que o destino deixou de bater na minha porta.
Me induz então a ela que me embriaga no seu ar recluso.
Sei te seguir, e aprofunda a madrugada nos passos acolhido.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

tenta

vãos são os que se vão em vão na teia do momento
nenhuma vaga em sua vida me interessa
tenho certeza que fiz uma escolha além do idílio visto
mais é nenhum sonho feliz de reconciliação
coragem é a de querer te ver fora da suada existência
meu tropel olha de frente a fonte da saudade
uma cicatriz maior vai te fazer ímpetuosa nas palavras
"fugir ao circuito integrado das coisas" implora meus sentidos
a solidão que comove minhas veias saltitantes e livres
meu olhar que procura um corpo em tantos terminais
cidades sem almas em ruas sem vontades se espalham por onde sigo
tenta me dizer mais uma resposta certa onde sei viver errado
e a dança da perda se apresenta mais uma vez tão vivaz
elogio a volta da sequência em que o homem parte
transcrevo uma ânsia sem remédio e volto a rasgar a dor
aos poetas que tem o dom das flores meu sincero adeus

sábado, 17 de abril de 2010

Sou

Do deserto extraí uma senda de torpor.
Me diz se ella vai com outros eu enrijeço meu princípio.
As tantas peles que já fizeram camadas de afeto na sofreguidão!
Encontro e sou o meu maior ator de meu maior amor.
Neste outono em que um lábio na luz evita um suicídio.
Trouxe pra perto dela as minhas ventas!
Elas escorrem e sugam muito mais além de que um perfume!
Vai pro sangue agitar o seu amâgo.
Minha luta em frente essa porta que sempre ouso abrir!!!
Há!!! Ella sabe o quanto tentei expandir essa nota "amar".
Esse número conto aos berros pra incompatibilidade que me devora.
Brilhante como ver os extremos tão naturais da sua astúcia!
Mar e Rio pra entender a veia que pulsa enlaçada na pele fina de suas mãos.
Me deixa agora luz, descobrir a predileção de estar n'ella envolvido.
Agora ella sabe quais palavras desafiam o desatino e fincam uma paixão.

sábado, 3 de abril de 2010

Gana

A lua cheia iluminou o abismo!
E agora furto as madrugadas no seu corpo!!!
Proverei minha existência célere em você.
Vou erguer um tributo ao sonho, mas renderei um culto a conquista da sua carne!
Quero fincar a âncora e derrubar os últimos muros da incompreensão dentro de nós.
Cavar o que escolhi e o porque te vi, pois o que sempre foi meu vai dilacerado!!!
Recebo visitas de antigas sensações, percebi o que se esvaiu dos meus dedos e não foi minha gana.
Posso agora te tocar no crepúsculo onde vivemos juntos.
Em luta me coloco no varão do mar!!!
Sem repetir as cores a primavera se abre em nova hora no front.
Perseguir o medo, dançar com a fome , iludir a serpente.
Seus braços são pra me ter e seus cabelos vem no meu colo, pra enganar seu destino solitário.
Agora posso amamentar a filha pródiga com os olhos no labirinto!!!
Assim rasgo o infinito perto daqui!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

cigano

Extraí o amor e os rastros se apagaram.
Anacrônico, sigo avesso as crenças das paixões.
Conquistar o comum faz um transgressor de ideais.
Arrancar corações fúteis com a adaga do nada.
Silenciar diante da pretensão, e ter!
Lutar pelo seu lugar na estrada.
Longos cabelos longos, os cachos ligados a aorta do peito.
A estrada que me apoia conhece o ser do vento!!!
Nas Minas é que me refaço dos nulos de alma.
Uma cachoeira afoga as sombras no sol cerrado.
Sou amante do nada.
Ausente do tempo.
Senhor de nenhuma escolha.
Eleito na minha própria alma expúria.
Suspensa alma em fruto de colheita simples!!!
Brota em mim toda nobreza dos desvalidos.
Nasci de pé no horizonte.
Escorrega dos meus dedos a precisão cartesiana.
Creio no cigano das roupas que visto.
E nas paragens que passam, tenho a réplica do que ficou para trás.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Vasto

Solitude tão vasta e entorna tudo no meu espírito.
Soletro uma poesia na busca de um cântico sem métrica.
As tentativas que se perderam na periferia passaram longe do meu ponto de escolha!
Correspondo melhor em adolescência ao meu filho.
Os corpos nos seus estados de paixão subtraem o amor.
O rei deixou de viver nas brumas de um sonho ideal.
Vou ungir meu sentimento pra te tocar e o mais comum vai me embalar.
Nenhuma paixão programada pelo destino vai se traçar.
Perene é existir na luz de um amanhã mais lúcido.
Na minha vista o vento dança e talvez sopre para nos aproximar!!!
Rasguei todas as passagens de volta ao colo certo da paz.
Alvorada se anuncia enquanto meus olhos querem ver a razão!
Sinto sua falta mais vc não existe e então tenho saudades!!!
Quando vou estancar na segurança das tuas coxas?
Meus sentidos rezam conforto!!!
Ainda posso ir mais....

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cry


Viver um amor pra encontrar um meio de ir mais longe!!!!!
Dois contrários de uma paixão: a que me embala na misericórdia e a que me aplaca.
Um lance do destino sobre o meu destino!
Escolho quem está além dos que querem.
Então és tú a que me afaga ausente?
Esgota-se meu último suspiro.
Surpresa viver longe de ti?
O breve mais longincuo se estabeleceu.
Delitos do nosso amor-maior!!!
Vida posso atrair sua essência?
Consome que não desisto!
Será que só me resta progredir?
Escrita fora de pontuação.
Li o abandono e vejo meu impulso pra liberdade.
O mais excuso faz mais sentido baby e posso dizer - Cry off love!!!!!